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EXPRESSÕES #05 ATLETA PARAOLÍMPICO

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A deficiência física não é a maior dificuldade do para-atleta, eles se superam todos os dias, são dedicados, focados, mas, infelizmente não bastam os esforços e os treinos para que consigam vencer o obstáculo mais difícil: a falta de patrocínio.

Este sim, é o maior obstáculo na vida de atletas e para-atletas brasileiros, cada conquista vem banhada de muito suor.

Fomos conhecer a sensacional história do Ivan França, fisioterapeuta e para-atleta, que vai participar do evento teste para o RIO 2016. Claro que todo dinheiro para transporte, alimentação, hospedagem e até para o “pé”, que precisa ser trocado, vem do seu próprio bolso.

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Em geral, para-atletas, mesmo com bons resultados, tem dificuldades em encontrar empresas patrocinadoras, e acabam dependendo do apoio de amigos, parentes, doações, bingos, rifas e outros eventos beneficentes.

Vale lembrar também, que não é “só” a luta para adquirir a perna, a cadeira de rodas ou qualquer outro suporte, dentre as maiores dificuldades desses atletas, também estão o transporte adaptado, a falta de treinadores e ainda o apoio nutricional.

Infelizmente, o patrocínio (quando existe) é 99% dinheiro público. A principal fonte de financiamento do esporte paraolímpico do Brasil é a Lei Agnelo/Piva, sancionada em 16 de julho de 2001, que prevê a destinação de 2% da arrecadação bruta das loterias federais em operação no país, descontadas as premiações, para os comitês olímpicos e paraolímpico.

Sobre os jogos Paraolímpicos

Os primeiros Jogos Paraolímpicos, sob esse nome, foram realizados em Roma, na Itália, em 1960, com 400 inscritos, de 23 países.

Porém esta modalidade de esporte foi originada em Stoke Mandeville, na Inglaterra, com uma competição esportiva de deficientes físicos, cujo objetivo era reabilitar militares machucados durante a Segunda Guerra Mundial.

Robson e Sérgio foram os brasileiros pioneiros que trouxeram o esporte paraolímpico para o Brasil em 1958, enquanto faziam tratamento hospitalar nos Estados Unidos.

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No dia 1º de abril daquele ano, o cadeirante Robson Sampaio de Almeida, em parceria com seu amigo Aldo Miccolis, fundou o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. Meses depois, em 28 de julho, o também deficiente Sérgio Seraphin Del Grande criou o Clube dos Paraplégicos de São Paulo (CPSP).

Desde a primeira participação nos jogos, o Brasil já conquistou 230 medalhas nos Jogos Paraolímpicos e há expectativa de aumentar esse número em 2016.

Esperamos que em 2016, com os jogos em “casa” nossos para-atletas tenham apoio e a projeção que merecem, pois além de inspiração, prestam um serviço de humanização e inserção social para aqueles que têm algum tipo de deficiência e mesmo para aqueles que não as tem.

Nesse Brasil de hoje, tudo o que precisamos é de bons exemplos.

Saiba mais sobre as modalidades PARALIMPICAS clicando aqui!

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